Salto quântico
a vida ordinária
dupla fenda, concha e umbigo
memórias de eucaliptos. poros
sombram abelhas. pura energia, mel e
o amor em casa, seus primeiros sorrisos.
esses mitos sacodem a pena.
entram pela janela errantes
de outros verões.
«Não deveríamos nunca nos curar por completo da paixão»
tudo isso, na caverna dos sonhos
lembrados, quem estava perdido
reluz com a cidade que inteira alça
os olhos diante do que vibra
sem medo. um colapso
metálico.
a palavra.


